O governo varguista procurou garantir o apoio dos fazendeiros paulistas e ao mesmo tempo iniciar um processo de industrialização. Entretanto, o código dos Interventores era uma clara medida de vargas contra a autonomia dos Estados, isto é, Vargas desejava controlar e extirpar toda e qualquer tentativa de sublevação contra a ordem Estatal.
Em São Paulo foi nomeado o pernambucano, tenente, João Alberto o que desagradou profundamente os membros do Partido Democrático (PD) que sentiram-se desprestigiados. Na tentativa de não abalar a já limítrofe linha com a elite paulista Vargas renomeou vários interventores, porém sem sucesso.
Em São Paulo já não havia apoio ao governo ou ao PD e ao juntar-se com o partido republicano formaram a Frente Única Paulista que exigia um interventor Paulista e a reconstitucionalização do país. Em Fevereiro de 32 o governo editou o Código Eleitoral que dentre várias medidas instituiu a representação classista que era um dos pedidos do tenentismo e tinha como idéia o funcionamento da bancada como força auxiliar do governo, isto é, o objetivo era neutralizar a força das oligarquias em uma futura Assembléia Constituinte. No dia seguinte a aprovação do código, o Diário Carioca - Jornal com ideologia contra vargas - foi depredado por elementos vinculados ao tenentismo, ou seja, o ato acirrou a disputa entre tenentes e setores oligárquicos. Entretanto, meses depois em São Paulo estudantes depredaram a sede de jornais pró-Vargas o que levou a morte de quatro deles: Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo e a posterior criação do MMDC ( Movimento Pró-Reconstitucionalização do país).
Em 09 de Julho de 1932, eclodiu uma Revolução em São Paulo que se transformou na pior guerra cívil vivida pelo páis, Revolução esta que foi mais reacionária do que revolucionária.
Nenhum comentário:
Postar um comentário